08 junho 2016

Machista aqui não tem vez.


Meninas voltei.
Sim eu demoro pra postar, dessa vez não por falta de idéias,mas porque essa semana foi meio corrida e quando escrevo preciso de tempo para elaborar uma parada legal e quem é mãe sabe como tempo se torna algo tão relativo.
Na verdade eu ia fazer um texto sobre a minha segunda gestação, minha experiência na maternidade e a minha nova visão de como ser mãe de novo e de um menino,mas ontem eu ouvi uns relatos que me fizeram mudar o tema e deixar esse para depois.

Eu estou fazendo ou farei, assim que a greve acabar, pedagogia na UERJ. É um curso ótimo e nem comecei,mas já encontrei meninas ótimas, faço parte do grupo de Mulheres da Pedagogia e coletivo Carolinas, todos maravilhosos.Infelizmente ainda não pude ir em nenhuma reunião, afinal, o dinheiro ta pouco e to economizando para ir nas entrevistas de emprego. Mas mesmo a distancia, nós conversamos todos os dias,afinal é pela troca de experiencias que conseguimos nos empoderar,desconstruir, com base nas nossas vidas e das vidas de nossas irmãs que aprendemos mais sobre o feminismo e a nossa luta. Bom, uma de nossas amigas desabafou que no grupo do whatszap dos calourxs de pedagogia estava acontecendo piadas machistas. Acreditem, um curso, onde a maioria é mulher, uma universidade que tem um histórico de luta e em um curso que trata de educação, essas coisas acontecem. Como se já não fosse desagradável por si só, uma das coisas que o Bolsomito disse (só podia né?) é que “Mulher solteira não é guerreira, guerreira é a sua mãe que banca você e seu filho”. SIM ISSO ACONTECEU e com essas palavras. Essa pessoa que talvez dê aula para varias crianças, que vai lidar com várias mães solteiras, diz essa merda(desculpem o palavrão,mas não deu) Logo em um curso que no dia da matricula tinha umas 3 meninas com suas mães que foram, pois elas levaram seus filhos. Isso me doeu, me doeu mesmo.Esse machistinha não sabe de todo o sacrifício que todas nós fazemos para estudar, agora para uma mãe solteira é o triplo de dificuldade.

Primeiro que as mães solteiras tem que lidar com pessoas como ele que nunca passaram por nenhuma situação nem parecida com a de cuidar de um filho, mas acha que sabe de tudo e se acha no direito de criticar.

Segundo é que se as universidades oferecessem creche ou desconto em creches não teríamos que recorrer da ajuda das avós,tias e etc. Sabe como é difícil sair de casa e deixar nossos filhos? Sabe como eles e nós nos sentimos? Claro que essa pessoa encefala não sabe. Nós nos sentimos péssimas, incompletas ,culpadas, como se uma parte de você ficasse em casa,como se você fosse só uma casca vazia andando pela rua. Na primeira vez que dexei minha filha em casa para ir em uma entrevista eu fui chorando o tempo todo. Foi horrível. Mas é necessário.

A maioria das mães, principalmente as solteiras não conseguem fazer ou se manter na universidade. Temos que trabalhar para manter nossos filhos e nos manter, tem que ter com quem deixar as nossas crias, tem que ter dinheiro para bancar os estudos e ainda tem que ter tempo para brincar e estudar. Difícil né?

Sortuda as que tem uma vovó presente que pode ajudar. Sim essas avós também são guerreiras, ainda mais porque muitas pegaram uma fase de um machismo muito mais opressor (não que ainda não seja, ou que agora ta facil ser mulher). Mas nunca diga que as mães não são guerreiras, principalmente as solteiras. Quem não é guerreiro é esse pai que não assumiu a sua responsabilidade, ridículo é esse pai que se omite, por isso que essa mãe tem que pedir ajuda da vovó da criança.
Guerreiras sim, as duas, por se apoiarem sempre, e por mesmo com essa sociedade ridícula e com todos as dificuldades que vem com ela. Nós continuamos lutando por nossos sonhos e para criar nossos filhos da melhor maneira possível.

Você deveria sentir vergonha, moço por dizer essas asneiras. Para piorar ainda disse : “mulher defende o aborto,mas acusa o pai que aborta”. Pera ai What? Pobres homens...vocês não abortam, queridinho vocês fogem das suas responsabilidades.

Na verdade isso é mais uma tentativa dos homens de nos prender, de dizer que nosso lugar é em casa, de nos tirar da vida pública e de julgar sempre algo que ele não entende,não participa, não sabe como é, que nesse caso, é a relação de uma mãe com sua filha e com os filhos das suas crias Só digo que : NÃO VAI ADIANTAR FOFINHO. Nós vamos estar nas universidades sim,nas escolas, nas empresas, na politica, na rua e em todo lugar. Porque o mundo inteiro é nosso, nos pertence tanto quanto pertence a você, então não vem me humilhar,não vem desmerecer a minha luta, não vem falar da minha vida, não vem deslegitimar o meu lugar, porque aqui eu vou ficar sim.

Eu amo todas vocês que não se rendem, que continuam na busca diárias pelos seus sonhos, que criam seus filhos com todas as dificuldades. Minha mãe e minha avó me criaram sozinhas e sim elas são muito guerreiras.

Só um desabafo. Espero que isso não desmotive vocês mães que leiam isso,nem todos que estão dentro da universidade são assim. Pelo contrário, isso só tem que fazer vocês se aventurarem mais e ocuparem o espaço que é de vocês por direito. Nós não lutamos só por nós, lutamos também por nossas irmãs,por aquelas que vieram antes de nós, pelas que ainda vão vir e por nossas crias.

O fim de tudo isso foi que o nosso grupo fez uma postagem expondo o caso e os abusados, que todas as mulheres, em uma forma de protesto, se excluíram do grupo (muitos homens também) e no fim das contas um veio pedindo desculpa para uma irmã nossa ( que deu um passa fora nele, afinal ele tem que se retratar para com todas as mulheres e em público, no mínimo) e outro disse que vai sair do curso.

( Tiveram coisas ainda piores como video no xvideos no dia das mulheres...acreditem horrível)

Estamos juntas e de olho.
Beijos e att meninas.

P.S. Conte aqui nos comentários se alguma de vocês já passaram por alguma situação parecida no trabalho ou na universidade ou em qualquer lugar. Responderei a todas. Ahh e curtam a pagina do blog (ta ai do lado), lá tem matéria quase todo dia OK? Só isso e bye.

03 junho 2016

Apresentação e recomeço



Ola moças …
Muito prazer gente eu sou Silvia, tenho 24 anos, sou uma geminiana que nasceu dia 17/06/1991,sou universitária de pedagogia e sou mãe de uma menina de 2 anos e um menino de 7 meses. Sim uma loucura ...kkkk eu sei. Não é fácil cuidar deles, ambos são bem sapecas e precisam muito da minha atenção. Depois que eu me vi sendo mãe, ainda mais de uma menina, eu me engajei ainda mais na ideologia feminista. Eu pude sentir na pele como a sociedade é injusta conosco, como os homens podem se omitir da rotina dos filhos que a sociedade acha normal, e como é cobrado de nós uma perfeição inalcançável ( temos que cuidar da casa,filhos e continuarmos lindas e felizes). Percebi que o que eu sabia sobre maternidade estava completamente errado, que um cenário de puro caos para alguns pode ser completamente relaxante para nós, enquanto uma ação natural, como sair de casa, pode nos causar medo, angústia e milhões de estresses. Isso tudo é sério e verdadeiro,mas o que me fez me atrelar ainda mais ao feminismo foi o medo. Sim o medo de ser violentada só por ousar sair de casa, ou pior, disso ( não consigo nem dizer) acontecer com a minha filha. Não quero que ela viva com esse medo, quero um mundo melhor para ela e para todas nós.

 Convivendo mais com o feminismo descobri tantas coisas boas, tantas amizades e união, mas também percebi que o aspecto materno e as dificuldades e medos que as mães sofrem ainda não é muito explorado, principalmente as mães negras e pobres. Participo de vários grupos e percebo que a luta para que nós,mães, conseguirmos unir filhos, estudo e trabalho é muitoooo complicado. E ainda tem a questão do homem e do relacionamento que temos com o pai dos nossos filhos que muitas vezes pode ser nosso marido ou não. Como fica o relacionamento? Por esses e outros motivos que decidir retornar a vida do meu blog, mas com novo conteúdo e nova ropagem.
Pretendo falar de tudo que me cerca, mostrar ao mundo as minhas idéias e minha rotina de mãe que luta para criar os filhos numa perspectiva de vida mais humana e ao mesmo tempo corre para conseguir se formar e seguir a vida dentro de sala de aula, transformando a mente dos jovens de amanhã para que a nossa luta continue a cada dia mais forte e que a cada dia se consiga mais uma vitória contra essa sociedade patriarcal opressora. (Nossa esse discurso ficou meio breguinha. Mas fazer o que? É a verdade mesmo)

 Alem de tudo isso sou uma mulher extremamente curiosa e que adora ler e pesquisar. Pretendo compartilhar com vocês todos os meus trabalhos, textos, documentários , vídeos  e livros que assisto e leio, principalmente sobre questões sócias e de educação (Porque será?...kkk) para que possamos trocar umas idéias para aprendermos mais, para que possamos nos engajar mais e empoderar. Meu objetivo e fazer tudo isso sem também perder o bom humor e aproveitar para apresentar alguns contos que eu escrevo.  Outros temas como músicas, saúde e filmes também estão dentro.

Bom pra começo de conversa acho que esta bom não é???
O que acham? Exagerei? Kkk sempre kkkk e vocês quem são? Qual o sonho de vocês ? Como conheceram o feminismo? Como acha que o machismo afeta a vida de vocês e dos seus filhos? Tem alguma ideia de post? Vamos comentem quero conhecer mais sobre vocês
Beijos



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