12 novembro 2016

Métodos de educação e a faculdade de ser mãe



Ola mamães,
Vocês já consultaram no site ideias ou dicas de como educar seus filhos? Tipo montar o quarto e uma educação Montessoriana? Provavelmente muitas aqui já passaram por isso, quase que uma pesquisa para apresentação de TCC, uma verdadeira faculdade materna. Algumas de vocês também já ficou frustrada ao saber que em todo o sistema tem seus pontos negativos e nem sempre sai como o esperado. Mas a verdade não é que tudo na vida, principalmente no mundo materno, nunca é como a gente espera, e isso é frustrante,mas mesmo sabendo que isso pode acontecer, nós não paramos de fazer planos.

 Aqui em casa eu coloquei todos os brinquedos ao acesso do Jonas e da Lívia, e isso me deixa louca,mesmo que o objetivo é que eles só possam brincar com os próximo brinquedo depois que guardaram o anterior, nem sempre, quase nunca, funciona assim. Eu paro e junto com a Lívia, ajudo ela a guardar o brinquedo,mas mesmo assim nem sempre dá pra fazer isso,eles não passam o dia inteiro comigo, ainda não frequentam a creche e tudo mais.Ou seja, é um método ótimo,mas não se encaixa muito bem na minha realidade. Pronto é isso, o método só é bom quando ele se adapta na sua realidade.não que nós temos que ficar acomodados, pelo contrário, nós também podemos evoluir e tentar mudar para encaixar algo que você acredite que seja melhor na sua rotina,mas isso não pode nos aprisionar e tornar uma frustração.

 Muitos métodos, não são feitos com base na realidade das pessoas, eles são feitos em um mundo das ideias e teorias, não que eles sejam imuteis, pelo contratiro, isso só prova que nós podemos adaptá-los e modificá-los. Devemos lembrar que a Maria Montessori era aluna do Piaget ela pegou o método dele e acrescentou novas ideias e uma forma  nova de praticar.

 Eu acho super legal e interessante o que fazemos hoje em dia. Quando temos duvidas com algum aspecto referente a educação ou saúde dos nossos filhos, nós temos blogs de mães, grupos no facebook, livros, google e sites. Quando eu me vi grávida já quis fazer assim assinatura da revista Crescer, assinei a revista Nova Escola e entrava todo dia no site do BabyCenter. Isso para mim foi ótimo em muitos aspectos, descobri que o mundo do bebe tem várias coisas que eu nunca imaginava, tornando tudo muito maior e mais difícil do que eu tinha previsto. Foi meio que frustrante ir nos blogs e ver mães recomendando usar uma chupeta ou uma mamadeira importada, que faz isso ou aquilo, que é fundamental para o bebe, e depois cair na realidade de que eu nunca teria tanto dinheiro para comprar aquilo, depois você percebe que muita coisa é ostentação e puro comercial. Lívia viveu muito bem até hoje com uma chupeta de 3 reais mesmo...kkkkk. Porém antes eu achava que minha filha tinha que ter um berço x, um carrinho y e tudo muito caro,mas não é bem assim, a verdade é que criança perde tudo muito rápido e dependendo da estação do ano, não usa muitas roupas, não fica no berço de maneira alguma, o carrinho ocupa muito espaço e você usa muito pouco. As vezes o bebe nasce pequenininho, as vezes nasce grandão e não usa quase nada, sapatinho para bebe novinho é puro charme,mas muito inútil, afinal eles não andam. Sim mães, muita coisa é ilusão nossa, nessa vontade de dar tudo para os nossos filhos acabamos gastando dinheiro a toa, e nos frustrando a toa também.

 O ponto positivo desse acesso a informações é que hoje estamos falando de muitos assuntos em torno da maternidade que não falávamos antes, e colocando muitos assuntos em pauta. Surgiu a leva de mães que buscam uma criação mais natural, que usam fraldas de pano, as mamães do sling e tudo mais. Porém também surgiu uma outra questão, como estamos muito mais exposto isso abriu a porta para que mães julguem outras mães, onde todas sabem qual é o melhor estilo de cuidar do seu filho, todos sabem o que o seu filho tem que comer, que creche ele tem que ir, o que ele vai usar, dar uma alimentação vergana, deixar seu filho pegar os alimentos com as mãos e etc. Muitas coisas eu li e achei a ideia maravilhosa, outras eu achei inviável, outras eu praticava sem saber e outras maravilhosas,mas na pratica foi desastroso.

 Uso como exemplo lá em casa. Lívia,mesmo com 2 anos quase 3, ainda não fala muita coisa e ainda usa fralda. Isso já é base pra que muitas pessoas falem coisas como: “A culpa é sua, você não isentiva muito ela a falar”, “tem que botar ela na creche”, “você é muito preguiçosa por não desfraldar ela ainda”. Isso não me ofende, acho graça, afinal as pessoas não tem a mínima ideia do que é minha vida. Não passa nem um dia que eu e a Lívia não conversamos, ela não em responde,mas me escuta e fala da maneira dela, eu leio para ela sempre, eu realmente ainda não desfraldei ela, pois sim, eu não estava pronta e nem ela, agora que começamos com esse aspecto. Sobre a creche...HAHAHAHAHA... somente pública, que na verdade é quase passar em um vestibular de medicina. (Vou relatar num e-mail tudo que eu passei para PRÉ- matricular eles).

 Hoje depois de tantas idas e vindas, e de tanta leitura, percebi que a única coisa certa mesmo é a liberdade. Nossos filhos tem cada um o seu tempo, e o tempo tem que ser respeitado, as escolhas das crianças tem que ser respeitadas, o seu espaço e até o momento do choro e de algumas birras,afinal, eles também tem que saber a lidar com os erros e as frustrações. Temos que deixar que eles experimentem as coisas ao mesmo tempo que preservar pela segurança deles. Temos que ensinar eles a respeitar o espaço dos outros, as diferenças e a se amarem. Todo método que tenha como base o amor e a liberdade da criança pode ser um método válido.Agora se você não liga que seu filho coma carne ou não gosta que ele brinque com brinquedos x por achar que fabrica tal faz coisas erradas, ou que seu filho não assista TV ou desenho y por achar que aquilo ensina algo ruim pra ele. Você esta certa para a sua vida, segue nisso mesmo, afinal você que esta educando ele e esta  passando para ele aquilo que você acredita, não deixa ninguém,diminuir isso em você. Mas por favor, não julgue quem faz o contrário...obrigadinha.

                                   

18 outubro 2016

Pensamentos de mãe.



Mamães de plantão Boa Tarde,
Hoje eu vim trabalhar em mais um de tantos domingos da minha vida. Depois de passar um sábado inteiro com meus filhotes e com meus familiares bebendo, ouvindo música e jogando buraco. Bem Zona Norte mesmo, bem da forma como eu gosto, mesmo que a noite eu me culpe porque separei o dia para separar as roupas que não servem nas crianças e dar uma arrumada no armário, sinto que vale muito apena curtir esses momentos descontraídos com meu esposo, minha cunhada e meu cunhado. Porém sempre depois de um dia inteiro em casa para trabalhar no dia seguinte é uma luta. Até a minha maiorzinha que já me dá thauzinho quando eu saio de casa todo dia, hoje ela decidiu fazer um escândalo, se jogou no chão e chorou no maior estilo “Me leva, sem você eu não vivo”. Eu já estou naqueles dias do mês (TPM), a espera daquele evento único mensal (menstruação), que já fico mais emotiva e tinha acabado de ver uma matéria linda que passou no Esporte Espetacular sobre o João Gabriel um menino com uma deficiência física que não permite ele andar, mas que acabou gravando um vídeo com a mãe falando do seu time de coração que estava na série C e ficou famoso e todos do time e torcida amam ele. Não é pra menos o menino é um fofo e é incrível.

 Conclusão, já estava chorando que nem uma bobona, ai minha filha faz esse auê todo. PRONTO! Me sinto a pior mãe do universo, queria pegar ela no colo e dizer que ia ficar ali sempre com ela. Me sinto superculpada de não ter ficado com ela ontem o tempo todo grudada com ela no meu colo. E isso porque hoje como sempre acordamos cedo, tomamos café juntas, lemos historinhas juntas, tomamos banho juntas (porque nem no banheiro eu fico sozinha depois que virei mãe) e ainda brincamos de desenhar e de carrinho. Tudo isso hoje pela manhã, e mesmo assim eu estou aqui morrendo de saudade deles dois.Queria ficar lá com eles dando de mamar pro menor (mesmo sendo algo, que eu assumo, que não gosto muito, mas super defendo a amamentação) e brincando com ela. Assistir Palavra Cantada os três juntos e morrer de rir sempre do mesmo vídeo quando a Lívia tenta dançar igual.

 Quero deixar claro que não estou me queixando de trabalhar.Na verdade gosto muito do meu trabalho e trabalhar é quase que uma terapia para mim, trabalho muito menos no trabalho do que trabalho em casa, em casa eu não paro nenhum segundo. Mas eu sempre tenho vontade de fazer mais, em todos os aspectos eu tenho vontade de fazer mais, de me dedicar mais a tudo, o que isso acaba me frustrando muito, porque não consigo me dedicar a tudo 100%…triste não? Quem mais sente isso como mãe e mulher? Muitas né? Acho que em parte é a forma que fomos criadas, para ser supermães e superdonas de casas. Ai quando aderimos a liberdade de ir trabalhar e estudar, também continuamos com o desejo de sermos perfeitas, acho até que pior, afinal temos que provar para todos que conseguimos lidar com tudo de casa e da rua, que mesmo sendo mães e esposas, somos também ótimas estudantes e trabalhadoras. Só que ai tá o erro, sim somos maravilhosas, mas também somos seres humanos e nem sempre conseguimos fazer tudo sozinhas, a obrigação da casa e dos filhos também é do seu companheirx. E o segundo erro é que, nós não temos que provar nada pra ninguém, se queremos fazer algo tem que ser para nós mesmas, para o nosso crescimento como pessoa, para as nossas realizações pessoais, nossos sonhos e objetivos. Falo isso mais para mim mesma, que me cobro muito. Principalmente com os meus filhos, não quero dar margem para que ninguém fale para eles que a mãe deles é relaxada ou não cuida deles, primeiro porque não é verdade, segundo porque não quero que em nenhum segundo de toda a existência deles eu quero que eles sintam que não são amados por mim ou pelo pai deles. Percebe como as pessoas são inconsequentes? Falam coisas desagradáveis e preconceituosas na frente das crianças, como se elas não escutassem ou não soubessem, mesmo que futuramente do que você está falando.

A verdade é que as pessoas gostam de julgar, todos acham que tem a maneira certa de cuidar do SEU filho. Quem nunca escutou quando pegou o filho no colo que você vai deixá-lo mimado demais? Pelo amor da Deusa!!! Ele a poucos meses atrás estava envolvido dentro da sua barriguinha, ouvia o seu coração o tempo todo, você era todo o mundo dele até ontem, ai do nada ele foi jogado em um mundo totalmente novo e diferente, você é o único elo conhecido dele. Ele nem sabe falar o seu idioma, mas tenta sempre se comunicar com você da maneira dele, para que você não o abandone nesse mundo cruel, uma verdadeira ciência da sobrevivência da espécie. Se você pegar ele no colo ele vai saber que você está ali o tempo todo para fazer a segurança dele e que ele não tem nada a temer, ou seja; vai se tornar uma criança mais confiante. Para mim é tão obvio. É claro que em alguns casos, nós que somos inseguras e medrosas de deixar eles soltos, e alguns já nascem com aquele espírito aventureiro ( Jona e Lívia), ai que cabe sabermos que eles são seres livres e que merecem experimentar o mundo. Temos que sim estar sempre do lado,para caso ele cai,mas nunca impedi-lo de andar. Entra ai também aceitar que não somos perfeitas e que sempre vamos cometer erros, e que no futuro talvez cometemos menos( talvez quando formos avós...rsrsrs),mas que também vamos errar e isso é normal, principalmente porque a cada dia estamos aprendendo a ser mães.Acho que pensando assim, nós só temos a favorecer nós mesmas e a educação dos nossos filho e filhas, criando eles também com liberdade e leveza.

Hoje o post não foi nada de problematização, deixei essa parte mais militante na página. Aqui hoje preferi somente devagar um pouco sobre meus sentimentos e alguns pensamentos. Acho que muitas mães que lerem vão compreender do que eu quis dizer sobre os conflitos que nós passamos e como temos que ser mais leves na criação deles e nas nossas vidas. É um exercico diário que também proponho a vocês.

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